A
temática da pesquisa e sua repercussão
na prática pedagógica é muito importante e está nas pautas de
discussão sobre formação de professores.
Um
professor produtor de saberes é aquele que estuda, observa, analisa
a sua prática, recorre às
teorias para fundamentar suas análises e reestrutura sua ação com
base nas reflexões. Além de tudo isso, sistematiza suas vivências,
experiências e reflexões. Se reconhece como sujeito da sua práxis
e como autor para registrar os saberes produzidos nas aulas.
As
dificuldades dos professores em se reconhecerem como produtores de
saberes se dão
por falta de autonomia na condução da sua prática, na elaboração
dos materiais e recursos utilizados em sala e,
ainda, por ter dispor com frequência de elementos para
articular teoria e prática e refletir teoricamente sobre suas
experiências e vivências. Isso ocorre porque o professor pensa,
equivocadamente, que os saberes são produzidos na academia e apenas
nela.
Por
outro lado, reconhecemos as dificuldades dos cursos de licenciatura e
de formação de professores em desenvolver práticas e estudos que
aproximem o licenciando das situações reais de ensino e
aprendizagem. Embora
saibamos que o professor constrói sua pedagogia sobretudo na
prática,
não podemos deixar de desenvolver junto aos cursos de formação
atividades que possibilitem o desenvolvimento da autonomia do aluno
(futuro professor) e do desenvolvimento da transposição didática,
oferecendo situações-problema, estudos de caso, baseados na
realidade, além de observações em campo e regências assistidas
para que o mesmo desenvolva segurança, habilidade e competências
para realizar um trabalho de qualidade.
Um
professor deve ser por excelência um pesquisador, professor que não
pesquisa não desenvolve autoria, reflexão teórica e reflexão
sobre a prática. Fica a mercê de materiais didáticos, práticas e
metodologias que não se adequam ao seu contexto profissional, ao
contexto escolar no qual está inserido. E por fim não desenvolve
autonomia para a gestão das suas aulas de forma significativa e
qualitativa, bem como do seu grupo de alunos.
Para saber mais leia:
DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. 8. ed. São Paulo: Cortez; Autores
Associados, 2001.
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